Pular para o conteúdo

Dólar atinge menor valor em um mês; bolsa permanece inalterada

Na terça-feira, 21 de julho de 2026, o dólar registrou mais uma queda, atingindo R$ 5,07, o menor valor desde 15 de junho. Essa descida foi influenciada por fatores como a alta nos juros brasileiros e o aumento dos preços internacionais do petróleo. Enquanto isso, a bolsa de valores mostrou estabilidade, mas acumulou sua quinta queda consecutiva.

Principais números

  • Dólar à vista: teve uma diminuição de 0,31%, fechando a R$ 5,073, o menor valor de encerramento desde meados de junho.
  • Acumulado do dólar: apresenta queda de 0,73% na semana, de 1,73% no mês e de 7,57% no ano.
  • Ibovespa: diminuiu 0,03%, alcançando 173.325,65 pontos.
  • Petróleo Brent (setembro): subiu 2%, sendo cotado a US$ 91,01 por barril.
  • Petróleo WTI (setembro): apresentou alta de 2,25%, com o barril a US$ 84,34.

Dólar

O comércio de dólar viu uma redução de 0,31%, com a moeda sendo negociada a R$ 5,073. Este valor representa o menor fechamento em mais de um mês, mesmo com o fortalecimento do dólar frente a várias outras moedas ao redor do globo. Esse comportamento é explicado, em parte, pela alta no preço do petróleo, um fator positivo para o Brasil, que é um grande exportador dessa commodity.

Os altos juros domésticos no Brasil também desempenharam um papel crucial, atraindo o fluxo de operações conhecidas como carry trade. Esta prática envolve a movimentação de capitais financeiros de países desenvolvidos para o Brasil, em busca de diferenças favoráveis de taxa de juros.

O real se destacou com o segundo melhor desempenho entre as moedas dos mercados emergentes, ficando atrás apenas do peso colombiano. No ano, a moeda americana já acumulou uma queda de 7,57% frente ao real.

Mesmo com as novas incertezas derivadas da guerra entre Estados Unidos e Irã, além do anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, as flutuações no câmbio permaneceram moderadas ao longo do dia.

Bolsa

A Ibovespa teve um encerramento quase estável, com uma leve queda de 0,03%, atingindo 173.325,65 pontos. Durante todo o pregão, o índice flutuou entre períodos de altas e baixas.

O volume de negociações foi abaixo da média anual, totalizando R$ 17,9 bilhões. As ações da Petrobras, que são as mais negociadas, refletiram a valorização do petróleo, ajudando a amenizar as perdas do índice. Os papéis ordinários subiram 1,43%, enquanto as ações preferenciais tiveram uma valorização de 1,24%.

No contexto externo, o desempenho do mercado acionário brasileiro contrastou com Nova York, onde os índices principais subiram, com um destaque significativo para o setor de tecnologia. No entanto, a bolsa brasileira foi pressionada por incertezas geopoliticas e pela baixa liquidez local.

Petróleo

Os contratos de petróleo negociados no mercado internacional viram um aumento significativo, motivados pelas tensões persistentes no Oriente Médio, que ameaçam o fornecimento global.

O barril do Brent, que é um referencial para a Petrobras, subiu 2%, chegando a US$ 91,01. Já o WTI, referência no mercado americano, avançou 2,25%, finalizando a US$ 84,34 por barril.

Os preços continuam influenciados por ameaças proferidas pelo grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. Com o Estreito de Ormuz bloqueado, novas movimentações militares entre Estados Unidos e Irã aumentam a incerteza sobre o fluxo global da commodity, mantendo seu prêmio de risco elevado.