No fechamento da sexta-feira, 10 de julho de 2026, o mercado financeiro brasileiro apresentou resultados positivos, impulsionados tanto por fatores externos quanto pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que ficou abaixo das expectativas em relação à inflação. O Ibovespa teve um aumento de quase 3%, atingindo o maior nível desde maio, enquanto o dólar caiu para R$ 5,10, o menor valor registrado nas últimas três semanas.
Dados de Mercado
- Ibovespa: +2,97%, fechou em 177.866,37 pontos
- Dólar: -0,31%, finalizou a R$ 5,108
- Petróleo Brent: -0,38%, cotado a US$ 76,01 por barril
Desempenho do Ibovespa
O índice B3, que é um termômetro essencial da bolsa brasileira, cresceu 2,97%, fechando em 177.866,37 pontos, o melhor resultado desde 14 de maio. Este desempenho marca a terceira semana consecutiva de alta, com um acumulado de 2,18% de valorização na semana, 3,40% apenas em julho e 10,39% ao longo de 2026. O volume total de negociações alcançou R$ 24,99 bilhões, com 78 dos 79 ativos se valorizando.
A divulgação do IPCA trouxe um alívio ao mercado, ao revelar que a inflação mensal desacelerou para 0,16%, em comparação a 0,58% em maio, superando as expectativas dos analistas. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial ficou em 4,64%. As expectativas se voltam para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto, onde se espera que novos cortes na taxa Selic possam ser decididos, favorecendo o mercado acionário ao reduzir o custo do financiamento para as empresas e aumentar as projeções de lucros futuros.
Queda do Dólar
O dólar teve uma desvalorização de 0,31%, encerrando o dia cotado a R$ 5,108, o menor preço desde 16 de junho. Na parte da manhã, a moeda americana foi negociada a R$ 5,098. Essa foi a terceira queda consecutiva da moeda, resultando em um total de 1,18% de desvalorização na semana, em linha com a valorização das moedas emergentes em um cenário global onde os investidores estão mais propensos ao risco, mesmo com as tensões geopolíticas entre EUA e Irã.
Commodities e Petróleo
Os preços do petróleo também enfrentaram pressões, encerrando sua segunda sessão consecutiva em queda. O barril do tipo Brent teve uma redução de 0,38%, cotado a US$ 76,01, embora ainda tenha acumulado uma alta de 5,39% na semana. Por outro lado, o barril do WTI, do Texas, caiu 0,93%, registrando um valor de US$ 71,41. O Estreito de Ormuz, que é fundamental para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, continua sob vigilância, pois a rota permanece aberta, aliviando preocupações sobre um possível desabastecimento global.
A continuidade dos conflitos entre Irã e EUA seguirá impactando as oscilações nos preços das commodities nas semanas subsequentes, levando os investidores a serem mais cautelosos em suas estratégias de investimento.
* com informações da Reuters
