Pular para o conteúdo

Insegurança alimentar entre idosos reduz no Brasil em dois anos

Uma análise baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou uma redução no número de lares com idosos em insegurança alimentar no Brasil. Entre 2023 e 2024, houve uma queda de 300 mil lares nesta situação, diminuindo de 5,9 milhões para 5,6 milhões de domicílios afetados.

Redução na insegurança alimentar grave

Entre as diferentes categorias de insegurança alimentar, a redução mais significativa ocorreu na insegurança alimentar grave. Este grupo correspondeu a uma diminuição de 894 mil para 744 mil lares. A escala utilizada para análise é a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), que avalia níveis de insuficiência alimentar classificados como grave, moderada e leve.

Marcelo Tokarski, CEO da consultoria Nexus, que participou do estudo, destacou a importância dessa redução: “A queda na insegurança alimentar grave em domicílios com idosos é uma notícia relevante. Esses dados alertam sobre o desafio estrutural ainda existente e indicam onde as políticas públicas devem focar com urgência”.

Insegurança alimentar moderada e leve

No caso do nível moderado de insegurança alimentar, também houve uma redução. O número de lares nesta categoria caiu de 1,2 milhão para 1,1 milhão. Entretanto, a quantidade de moradias com privação alimentar leve permaneceu estável em cerca de 3,7 milhões.

Apesar desses avanços, a proporção total de residências com idosos apresentando algum grau de insegurança alimentar no Brasil ainda é significativa. Cerca de 21,8% dos lares com idosos enfrentam desafios relacionados à vulnerabilidade alimentar.

Desafios e perspectivas

A redução do número de lares com idosos em insegurança alimentar no Brasil, embora positiva, ainda evidencia a necessidade de ações contínuas e eficazes. É essencial que políticas específicas e estratégias sejam desenvolvidas para combater essa questão de forma abrangente. A articulação entre o governo, instituições e a sociedade civil é fundamental para garantir o acesso à alimentação segura e nutritiva para toda a população, especialmente os grupos mais vulneráveis, como os idosos.

A abordagem de políticas públicas deve considerar as especificidades de cada região e suas demandas, promovendo mecanismos que assegurem a segurança alimentar e o bem-estar dos cidadãos. A continuidade de pesquisas e levantamentos como este é crucial para monitorar o progresso e ajustar as ações conforme necessário.

Para mais informações sobre o tema, consulte as páginas relacionadas aos Direitos Humanos e ao IBGE. Outros dados podem ser encontrados em seções específicas da Agência Brasil, como Justiça e Geral, que trazem relatos de diversas questões sociais em pauta.