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Inclusão ativa: arte e movimento mudam percepção sobre deficiência

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, diferentes histórias de superação mostram como a arte e o movimento podem desafiar o capacitismo na sociedade brasileira. Luciano Ambrósio, Juliana Santos, Carolina Belfort e Daniela Francescutti trilharam caminhos inspiradores superando desafios impostos por suas deficiências, destacando-se em suas áreas de atuação e lutando por mais inclusão.

Encantamento pela fotografia

O fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos, residente em Ceilândia (DF), encontrou na fotografia um modo de enxergar e expressar a beleza do mundo. Apesar de ter perdido a visão aos 24 anos, ele aprendeu a capturar imagens com o auxílio de um software de voz. Suas criações refletem a sua habilidade de perceber os ambientes de maneira única, destacando o cotidiano que muitos deixam de notar. Prestes a lançar seu primeiro livro, “Meu olhar”, Luciano compartilha em suas páginas imagens e poesias que capturam sua profunda sensibilidade e percepção estética.

Moda e resistência

Juliana Santos, estilista goiana de 40 anos, se destaca com sua trajetória na moda, mesmo enfrentando ataques capacitistas que prejudicaram sua carreira. Desde 2024, Juliana vem lutando judicialmente contra perseguições que resultaram na diminuição de suas produções. Apesar disso, ela persevera e buscará protestar contra o capacitismo por meio de uma intervenção artística em um vestido, utilizando comentários ofensivos como parte de seu manifesto. Com uma história de superação que começou na infância após um acidente que deixou marcas em seu corpo, Juliana reforça que sua deficiência não define seu talento criativo.

Educação física e inclusão

A professora de educação física Carolina Belfort, também com 40 anos, atua em uma escola pública de Riacho Fundo, no Distrito Federal. Desde que perdeu o movimento das pernas na infância, Carolina encontrou no ensino de esportes uma maneira de promover a inclusão e o bem-estar. Em suas aulas, ela incentiva os alunos a fazer perguntas sobre sua deficiência, desmistificando o tema e construindo um ambiente de respeito e aprendizado mútuo. Carolina trabalha para que as crianças compreendam a importância de fugir das telas e valorizar as atividades físicas, primando pela inclusão que não encontrou quando era estudante.

Natação e conquistas pessoais

Daniela Francescutti, arquivista e atleta de 56 anos, encontrou na natação a paz e a realização pessoal. Participante de competições de natação máster, ela, que é surda, conquistou reconhecimento ao trazer medalhas de torneios nacionais e internacionais, como o Open Panamericano em Guaiaquil, Equador. A prática esportiva não só melhorou sua saúde física mas também sua qualidade de vida, tornando-se um espaço de tranquilidade em meio à rotina diária.

Sensibilização e política de inclusão

A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, ressalta a necessidade urgente de letramento sobre capacitismo no Brasil. De acordo com ela, é fundamental que o assunto seja introduzido nas escolas e que campanhas de conscientização sejam realizadas para trazer o conceito de capacitismo de maneira acessível e clara. Isadora reforça que os sociais marcadores devem ser levados em conta para a formulação de políticas públicas eficazes, que se preocupem em garantir direitos e oportunidades iguais para todos, independentemente de deficiências ou outras condições pessoais.