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Petrobras encontra potencial promissor na Bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras anunciou uma nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, elevando as expectativas sobre o potencial exploratório da área. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que as chances são promissoras de que se trata de uma descoberta com valor comercial, que pode colaborar significativamente para a produção nacional de petróleo.

Detalhes da descoberta

O poço onde a descoberta foi feita é denominado 1-BRSA-1405-APS e está localizado em águas ultraprofundas, a uma lâmina d’água de 2.886 metros, aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A presidente Magda Chambriard mostrou-se otimista durante uma coletiva de imprensa, destacando que a intenção é abrir uma nova fronteira exploratória na região, o que poderia reduzir o déficit de produção de petróleo no Brasil.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial recuperável da bacia poderia atingir 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Esta descoberta segue uma anterior realizada em agosto de 2026, ambas no poço Morpho, indicando um crescente valor estratégico das áreas onde a Petrobras realiza atividades de perfuração.

Chambriard mencionou ainda que o estado do Amapá tem se tornado mais valioso, à medida que novas descobertas são confirmadas, trazendo mais relevância para a área. Durante a coletiva, uma amostra de óleo extraída do poço foi apresentada, sendo classificada como “maravilhoso” em termos de qualidade, devido à sua baixa viscosidade. Contudo, o grau API exato e outras especificações técnicas permanecem sob sigilo.

Próximos passos da Petrobras

A Petrobras obteve permissão para prosseguir com as perfurações na região em outubro de 2025. Atualmente, a previsão é de que os testes no poço Morpho sejam concluídos ainda em outubro. Posteriormente, a sonda será deslocada para o Rio Grande do Norte para trabalhar no prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.

No Bloco FZA-M-59, planejamento inclui uma nova campanha de perfuração programada para o primeiro trimestre de 2027, visando delimitar três poços e avaliar o potencial das jazidas exploradas.

Preocupações ambientais

Apesar das promessas econômicas, a exploração na Foz do Amazonas enfrenta desafios jurídicos. Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) moveu novamente uma ação para suspender a licença ambiental da Petrobras no local, solicitando a interrupção das perfurações e testes no bloco marítimo.

O MPF aponta riscos à segurança ambiental, fazendo referência a um acidente ocorrido em janeiro deste ano, no qual mais de 18 mil litros de fluido químico vazaram no mar durante operações de sonda. Além disso, também é destacada a falta de consulta prévia às comunidades locais, um direito estabelecido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante voz aos povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas pela exploração petrolífera.