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Expectativa eleitoral e cenário externo fazem dólar cair para R$ 5,01

O dólar está próximo de R$ 5 e a bolsa de valores brasileira ultrapassou os 208 mil pontos nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026. Este cenário favorável para os ativos no Brasil foi influenciado pela queda da moeda americana no mercado global, somado ao aumento das aplicações de investidores estrangeiros e ao atual panorama eleitoral do país.

Desempenho do Câmbio

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,019, com um recuo de 0,58%. Este foi o terceiro dia seguido de desvalorização diante do real, com a moeda oscilando perto dos R$ 5,00 ao longo do pregão, refletindo o ambiente internacional.

O declínio da moeda americana foi alavancado por dados econômicos menos robustos do setor habitacional nos Estados Unidos e especulações sobre o rumo das taxas de juros naquele país. O índice DXY, que compara o dólar a seis moedas fortes, registrou queda de cerca de 0,26% no encerramento do mercado.

A redução dos juros dos Treasuries, títulos do governo dos EUA, também contribuiu para essa movimentação. Juros mais baixos nos EUA podem tornar outras praças, como a brasileira, mais atrativas para investimentos, estimulando a entrada de fundos para o Brasil.

A expectativa de mais investimento estrangeiro na bolsa brasileira foi um fator de sustentação para o real. Este movimento ocorre em meio à especulação dos mercados sobre os eventuais resultados da eleição presidencial, que têm reflexo direto na percepção de risco dos ativos nacionais.

Alta do Ibovespa

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, subiu 1,57%, fechando aos 208.295,98 pontos. Durante o dia, o índice alcançou o pico de 208.941,57 pontos, o que representou um aumento de 1,88% ante o dia anterior.

Esse é o maior patamar desde 9 de outubro, impulsionado por influxos de capital estrangeiro, além do avanço de ações de empresas que são suscetíveis a expectativas sobre juros e atividade econômica. Menores taxas de juros podem reduzir os custos financeiros e dar fôlego ao consumo, beneficiando companhias que dependem de crédito.

Queda do Petróleo

O Petróleo Brent, que serve como referência no mercado global, registrou queda de 0,69%, fechando a US$ 108,79 por barril.

A queda nos preços foi resultado de notícias sobre o possível progresso em negociações entre Estados Unidos e Irã, ligadas ao conflito no Oriente Médio. A redução das tensões geopolíticas diminui a pressão sobre os preços do petróleo, o que pode ter um impacto positivo nas expectativas inflacionárias mundiais.

Se os preços do petróleo se mantiverem em baixa, as pressões sobre a inflação global são atenuadas, o que pode influenciar as políticas monetárias nas principais economias.

* com informações da Reuters