Em um dia de instabilidade no cenário econômico mundial, a moeda norte-americana valorizou frente ao real, enquanto o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, ficou estável após semanas de ganhos consecutivos. Além disso, o preço do petróleo registrou uma alta acentuada, quase atingindo os US$ 90 por barril, após novos confrontos no Oriente Médio, especificamente entre Estados Unidos e Irã. As preocupações com o setor de inteligência artificial também influenciaram os mercados globais.
Câmbio
O dólar seguiu a tendência de valorização frente a outras moedas de países emergentes nesta sexta-feira, refletindo a atmosfera de apreensão nos mercados. A intensificação dos conflitos entre forças norte-americanas e iranianas provocou um movimento em busca de ativos mais seguros, como o dólar. A moeda chegou a alcançar uma máxima de R$ 5,133 pela manhã, mas perdeu força e fechou o dia cotada a R$ 5,111, um aumento de 0,24%.
A leve alta da moeda americana deve ser analisada no contexto de uma desvalorização anual de 6,88% em 2026. A valorização do petróleo desempenhou um papel importante na redução da pressão sobre o real, uma vez que o Brasil é um exportador significativo dessa matéria-prima. Além disso, mesmo com as tensões comerciais, como o aumento das tarifas americanas sobre produtos do Brasil, o câmbio se manteve relativamente estável.
Mercado de ações
A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a sessão com uma redução quase imperceptível de 0,06%, atingindo os 173.714,08 pontos. Após um período de alta, o índice registrou sua primeira perda semanal em um mês. Durante o dia, o Ibovespa chegou a operar em alta, mas os juros futuros subiram e os papéis de empresas do setor de consumo puxaram o índice para baixo.
A Petrobras foi um dos destaques positivos do dia, beneficiando-se do aumento do preço do petróleo, que ajudou a limitar as perdas do Ibovespa. Entre os setores que mais contribuíram para a queda do índice, destacaram-se bancos, varejo, construção civil e educação. Paralelamente, a desaceleração da atividade econômica doméstica, medida pelo IBC-Br de maio, também pesou nas decisões dos investidores.
Petróleo
O preço do petróleo no mercado internacional registrou um dos maiores saltos do período recente, impulsionado pelas tensões geopolíticas crescentes, sobretudo após novos ataques no Oriente Médio. Isso suscitou temores sobre possíveis interrupções na rota de transporte marítimo pelo estratégico Estreito de Ormuz, um dos principais canais de exportação de petróleo.
Os contratos do petróleo tipo Brent subiram 4,59%, fechando a US$ 88,10 por barril, enquanto o petróleo WTI teve um aumento de 4,48%, alcançando US$ 82,49 por barril. Essas elevações refletem as preocupações de que a escalada do conflito poderá gerar novos descompassos na oferta, perpetuando a pressão inflacionária nas economias globais e influenciando políticas monetárias futuras.
