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Crescimento econômico de maio é impulsionado por consumo familiar

A economia brasileira teve um crescimento de 0,7% na passagem de abril para maio deste ano, segundo dados do Monitor do PIB, estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado dos últimos 12 meses, a alta registrada foi de 1,7%.

Desempenho Mensal e Anual

De acordo com o Monitor do PIB, o crescimento do PIB se deu em parte graças ao aumento no consumo das famílias, que teve um crescimento de 3,3% no trimestre concluído em maio. Este desempenho corresponde ao maior registrado desde o quarto trimestre de 2024, quando o avanço foi de 4%.

A pesquisa do Monitor do PIB utiliza dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária para estimar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), uma medida que agrega todos os bens e serviços produzidos no país. O resultado de maio, que retoma o crescimento após a estabilidade observada em março e o recuo em abril, sugere uma recuperação no curto prazo.

Os números mensais mostram a seguinte evolução do PIB: janeiro teve um aumento de 0,7%, fevereiro subiu 0,5%, março ficou estável, abril caiu 0,1% e maio cresceu 0,7%.

Sinais de Desaceleração

Embora o crescimento recente seja um ponto positivo, a comparação de longo prazo indica sinais de desaceleração. O crescimento de 1,7% em 12 meses é menor que os 3% registrados em março de 2026 e os 3,8% observados em maio de 2025.

Segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o crescimento observado depende significativamente do consumo das famílias, enquanto as exportações e os investimentos estão em declínio. As fragilidades do crescimento ficam evidentes ao se considerar que a agropecuária está se recuperando após retrações, a indústria está estável e apenas os serviços mostraram uma performance ligeiramente superior à média do início do ano.

Tendências nas Exportações e Investimentos

As exportações cresceram 4,3%, o nível mais baixo desde o segundo trimestre de 2025, que foi de 2,1%. O crescimento mais modesto das exportações é atribuído ao desempenho mais fraco das atividades da indústria extrativa mineral.

Em relação às importações, registraram um aumento de 8,9%, sendo o terceiro trimestre móvel consecutivo de alta. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimentos na economia em ativos fixos, subiu 2% no trimestre móvel.

Mesmo com esses avanços nos investimentos, a taxa de investimento da economia está estimada em 18,6%, atrás apenas do resultado de fevereiro, que foi de 19,2%.

Resultados e Projeções Futuros

O Monitor do PIB é um dos índices que ajudam a avaliar a mudança econômica do Brasil. Outro indicador relevante é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que também reportou crescimento de 0,1% de abril para maio, e 1,4% em 12 meses.

O próximo resultado oficial do PIB será revelado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 1º de setembro. No primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 1,1%.

Conforme o último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa do mercado financeiro é que a economia brasileira encerre 2026 com um aumento de 1,99%. Já a previsão do Ministério da Fazenda aponta para uma variação de 2,3%.