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Autoexclusão de apostas aumenta significativamente durante a Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 trouxe um aumento significativo nos pedidos de autoexclusão em plataformas de apostas online no Brasil. Este fenômeno ocorreu apesar da intensa presença de publicidade das casas de apostas durante as transmissões do evento. Segundo os dados divulgados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o número de pedidos diários para bloqueio do CPF nas plataformas saltou quase sete vezes nas duas primeiras semanas do torneio.

Sistema de autoexclusão no Brasil

O sistema de autoexclusão em vigor no Brasil desde dezembro do ano anterior, foi uma iniciativa lançada pelo governo federal. Esta plataforma permite que os cidadãos cadastrem seus CPFs para que estes sejam, simultaneamente, bloqueados de todos os sites de apostas legalizados no país. O intuito é proteger pessoas que desejam ou precisam se afastar do mundo das apostas, impedindo que seus dados sejam usados para tal fim.

Dados revelam aumento expressivo

Entre os dias 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão computou cerca de 17.866 pedidos diários, uma alta notável em comparação com a média de 2.594 solicitações diárias registradas na primeira metade de maio. Este aumento expressivo de quase sete vezes reflete uma mudança comportamental entre os apostadores durante a Copa do Mundo de 2026, que ocorreu em julho.

Motivações para a autoexclusão

O levantamento indica uma mudança nos motivos que os usuários alegam ao solicitar a autoexclusão. Em maio, 43% das pessoas afirmaram que perderam o controle sobre o jogo, enquanto durante a Copa do Mundo, 29,5% pediram a exclusão para prevenir o uso não autorizado de seus dados em plataformas de apostas. A preocupação com a perda de controle ainda permanece significativa, representando 24,13% das motivações no período da Copa.

Os usuários que optam pela autoexclusão devem fornecer seus dados pessoais e podem escolher por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou delimitar um período de bloqueio entre um e doze meses. Esta flexibilidade é parte da estratégia para permitir que os jogadores recuperem o controle de suas práticas de aposta.

Iniciativas complementares

Essa solução é complementada por outras iniciativas voltadas para o tratamento do vício em apostas, dentre as quais se destaca o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este serviço oferece suporte aos indivíduos que lutam contra a compulsão em apostas, proporcionando um acompanhamento especializado e gratuito.

Com mais de 1 milhão de pessoas já inscritas na plataforma de autoexclusão, as ações do governo em parceria com os serviços de saúde pública refletem um empenho em minimizar os impactos negativos das apostas excessivas e fornecer apoio àqueles que buscam reabilitação.