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Brasil e EUA negociarão tarifas comerciais durante cúpula do G20

Brasil e Estados Unidos se preparam para discutir as tarifas impostas por Washington em um importante encontro no G20, que será realizado nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Milwaukee, nos Estados Unidos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Elias Rosa, confirmou a reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Impacto das Tarifas

Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de sobretaxas de 25% sobre uma lista extensa de produtos brasileiros. Os principais impactados foram os setores de ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar e etanol, além de produtos farmacêuticos e máquinas agrícolas. A justificativa apresentada pelos Estados Unidos foi de que práticas comerciais do Brasil estariam prejudicando seus agricultores, trabalhadores e exportadores.

Uma nova tarifa, desta vez de 12,5%, foi aplicada em resposta a alegações de que o Brasil falhou na implementação de medidas eficazes contra a importação de produtos oriundos de trabalho forçado. Isso acendeu um alerta entre os empresários brasileiros devido ao risco de perda de competitividade no mercado norte-americano.

Etapas de Negociações

Em resposta à situação, o Brasil tem buscado o diálogo. Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer tiveram um primeiro encontro virtual no dia 31 de agosto. Este encontro foi um passo inicial para tentar renegociar as tarifas recentemente impostas.

A decisão de retomar as negociações surgiu após um telefonema realizado em 21 de agosto entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação, que segundo o Palácio do Planalto foi amistosa, durou cerca de uma hora e vinte minutos e resultou na abertura de novas frentes de diálogo entre os dois países.

Esperanças para o Encontro do G20

O encontro no G20 é visto como uma oportunidade para o Brasil e os Estados Unidos resolverem suas diferenças comerciais. A expectativa é de que, por meio de negociações e troca de documentos, os dois lados consigam chegar a um entendimento que beneficie ambas as economias.

O Brasil argumenta que as tarifas são discriminatórias, e a aproximação com os Estados Unidos tem como objetivo não só suavizar as taxas, mas também fortalecer as relações comerciais. Ao abordar diretamente as questões apontadas pelos norte-americanos, o Brasil espera redirecionar o fluxo de exportações para o país sem os entraves atuais.

Com o cenário global cada vez mais competitivo, uma resolução favorável contribuiria para a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, especialmente em um dos maiores consumidores do mundo, que são os Estados Unidos.

Clique aqui e confira a cobertura completa sobre o tarifaço pela Agência Brasil.