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Dólar permanece estável apesar de queda acumulada no mês de julho

O mercado financeiro encerrou o mês de julho com movimentações significativas. O dólar apresentou um comportamento de leve alta na última sexta-feira do mês, fechando em R$ 5,069, um aumento de 0,13% no dia. Essa elevação reflete, principalmente, a busca por segurança dos investidores, frente às tensões envolvendo o Oriente Médio e o fortalecimento do dólar no exterior. No entanto, ao longo de julho, a moeda norte-americana registrou uma queda acumulada de 1,82%.

Desempenho da Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice da B3, seguiu um caminho de valorização em julho, acumulando um avanço de 3,47% no mês. Na sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,47%, alcançando 177.999 pontos, o maior registro desde 14 de maio. Isso ocorreu mesmo após um problema técnico que atrasou a abertura dos mercados na B3 em mais de duas horas. Tal falha, segundo a bolsa, se deveu a um componente tecnológico na infraestrutura de pós-negociação, sem relação com ataques cibernéticos.

Apesar das dificuldades, o mercado brasileiro, impulsionado por um cenário externo favorável com resultados corporativos positivos nos Estados Unidos, conseguiu retomar o ritmo e fechar em campo positivo. Nesta semana mais recente, o índice acumulou uma alta de 2,27%, e no ano de 2026, o Ibovespa já registra um crescimento de 10,47%.

Impactos no mercado de petróleo

O valor do petróleo disparou, encerrando julho com seu maior aumento mensal desde março. Tanto o Brent quanto o WTI registraram significativas altas devido ao agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Na sexta-feira, o Brent fechou cotado a US$ 87,93, subindo 1,21%, enquanto o WTI avançou 1,29%, chegando a US$ 84,67. No acumulado mensal, o Brent elevou-se em 23,5%, e o WTI em 21,8%.

Esse aumento foi impulsionado por incidentes na região do Estreito de Ormuz, com o Irã interceptando navios-tanque e lançando ataques contra instalações americanas. A situação gerou preocupações sobre possíveis restrições nas operações de transporte de petróleo. A expectativa agora se volta para a reunião da Opep+, marcada para ocorrer em breve, onde serão discutidos os níveis de produção da commodity.

Fatores do câmbio

Apesar da alta observada na sexta-feira, o dólar acumulou uma queda de 1,82% em julho. Este enfraquecimento da moeda está associado a diversos fatores, entre eles, a valorização do petróleo, um produto de exportação importante para o Brasil, o aumento do fluxo de investimento estrangeiro no país, e os juros elevados nacionais, que continuam atraindo investidores para operações conhecidas como carry trade. No entanto, ao longo do ano, a moeda americana recua 7,73%, refletindo, em parte, esses elementos favoráveis à economia brasileira.

O recente aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também contribuiu para o fortalecimento do dólar nesta última jornada de julho. Autoridades do Federal Reserve manifestaram apoio a uma possível elevação dos juros, o que pressionou diretamente o câmbio.