Os mercados financeiros brasileiros encerraram a quinta-feira, 16 de julho de 2026, em um ambiente de cautela. O dólar voltou a subir, fechando próximo de R$ 5,10, influenciado pelo fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e pelas novas tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. Paralelamente, a bolsa brasileira também registrou uma queda, sincronizada com um movimento global de aversão ao risco, enquanto o preço do petróleo caiu, apesar do agravamento das tensões no Oriente Médio.
Principais indicadores do mercado
- Dólar: R$ 5,098 (+0,40%);
- Bolsa: 173.825,27 pontos (-1,24%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 84,23 (-0,85%);
- Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).
A alta do dólar foi majoritariamente impulsionada por fatores externos. O comercial foi vendido a R$ 5,098 ao final do dia, o que representa um aumento de 0,4% em relação ao último fechamento. Durante o pico do dia, por volta das 14h15, a moeda chegou a R$ 5,11, desacelerando perto do encerramento dos negócios. Apesar deste aumento, o dólar apresenta uma queda de 7,12% no acumulado de 2026.
Indicadores da economia dos Estados Unidos, como um mercado de trabalho robusto e um consumo aquecido, reforçaram as expectativas de que as taxas de juros continuarão altas por lá, valorizando a moeda dos EUA em relação aos países emergentes. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego foram de 208 mil, abaixo dos 217 mil esperados, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme antecipado.
Impactos do tarifaço e resposta do mercado interno
No Brasil, os investidores também reagiram à confirmação de uma tarifa de 25% sobre algumas mercadorias exportadas para os Estados Unidos. Apesar de a lista de exceções ser mais abrangente do que o inicialmente previsto, a medida aumentou as preocupações com as possíveis consequências para setores econômicos específicos e para o fluxo de capital.
Desempenho da bolsa de valores
A bolsa brasileira segue em sintonia com as perdas registradas em Wall Street, ampliando os recuos da sessão anterior. O Ibovespa encerrou com 173.825,27 pontos, tendo uma queda de 1,24% no dia. Ao longo da semana, o índice acumula uma baixa de 2,27%, mas ainda apresenta um ganho de 7,88% no ano.
O cenário internacional desfavorável, combinado com as incertezas acerca do “tarifaço” e uma possível retaliação brasileira por meio da Lei da Reciprocidade, influenciaram negativamente o mercado. Destaque para as ações da Petrobras e de mineradoras, que também fecharam em baixa.
Mercado de petróleo em queda
Os preços do petróleo nos mercados internacionais tiveram uma leve queda, mesmo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à volatilidade nos negócios. O Brent terminou o dia a US$ 84,23, caindo 0,85%, enquanto o barril de WTI fechou a US$ 78,95, com uma baixa de 0,82%.
A situação no Oriente Médio continua sob vigilância, com ameaças dos houthis contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e dúvidas se áreas cruciais para o transporte de petróleo, como o Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz, serão afetadas.
Apesar do ajuste negativo nesta sessão, investidores seguem atentos à possibilidade de interrupções na oferta global de petróleo, o que poderia afetar os preços, ainda com um “prêmio” de risco geopolítico considerável.
*com informações da Reuters.
