Uma semana após o temporal devastador que atingiu a região de Ribeirão Preto na sexta-feira (24), diversos locais ainda enfrentam interrupções no fornecimento de energia elétrica. As tempestades, acompanhadas de ventos de até 70 km/h e intensas descargas elétricas, causaram a queda de estruturas, árvores e danos graves à infraestrutura local.
Desafios de Restabelecimento
Segundo informações da CPFL Paulista, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, ainda existem 15 mil residências sem energia elétrica em cidades vizinhas a Ribeirão Preto, incluindo Taquaritinga, Dumont e Guariba. Guariba é a cidade mais afetada, com 13 mil moradias ainda sem luz. A empresa destacou que está concentrando seus esforços na reconstrução de 54 torres de transmissão e substituição de mais de 250 postes derrubados pelo temporal.
Impacto na Infraestrutura
A forte tempestade também trouxe sérios problemas para a infraestrutura urbana de Ribeirão Preto. A Prefeitura local relatou que 41 escolas sofreram danos, sendo que cinco delas foram gravemente afetadas. Na área de saúde, 29 edifícios, incluindo 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS), apresentaram estragos. O orçamento municipal se mostrou insuficiente para cobrir os custos necessários para a recuperação desses danos.
Além do bloqueio de vias e interrupção no abastecimento de água, a Defesa Civil contabilizou 370 famílias desalojadas e duas desabrigadas. A tragédia também deixou uma vítima fatal e um ferido grave devido ao desabamento de estruturas.
Apoio Governamental
Em resposta à situação crítica, o vice-presidente Geraldo Alckmin assegurou que, com o reconhecimento do Estado de Emergência nas cidades afetadas, o governo federal destinará recursos para a recuperação da região. Os fundos serão utilizados na ajuda humanitária, reconstrução de imóveis públicos e habitações civis. As famílias afetadas terão a opção de solicitar até 50% do saldo do FGTS na Caixa Econômica Federal para ajudar na recuperação pessoal.
Alckmin explicou que o papel do governo é financiar as prefeituras, que por sua vez farão as aquisições necessárias para a recuperação, enfatizando: “O governo não manda a cesta de alimentos, não manda o colchão, ele manda o dinheiro e deposita para a prefeitura. Quem faz as compras é o município”.
A continuidade dos esforços de recuperação é essencial, e a população aguarda a normalização dos serviços básicos o mais rápido possível. As autoridades locais e federais permanecem em ação conjunta para mitigar os impactos do temporal sobre os habitantes e a infraestrutura da região.
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