Na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou quatro novos casos de sarampo, elevando o total de ocorrências para 40 neste ano. Esse aumento no número de casos reforça a necessidade de continuar vigilante contra a transmissão do vírus, que ainda se faz presente na capital paulista e em outras regiões do estado.
Novos casos e situação atual
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) revelou que três dos novos pacientes são residentes em São Paulo. Trata-se de dois homens de 18 e 21 anos, além de uma bebê de apenas 1 ano de idade. Os casos têm origem em cadeias de transmissão que estão sendo monitoradas desde junho, destacando a importância de uma vigilância contínua.
Segundo os dados, a capital de São Paulo é responsável por cerca de 90% das infecções registradas no estado, com 36 casos. Além desses, dois casos foram identificados em São Bernardo do Campo, e outros dois em Guarulhos e Santo André juntos.
O monitoramento realizado pelas autoridades de saúde tem apontado para uma diminuição progressiva na transmissão do sarampo, o que é um indício positivo para futuros esforços de contenção.
Necessidade de vacinação
Uma das principais preocupações das autoridades sanitárias é a baixa adesão à vacinação entre os infectados. Entre os 40 casos confirmados este ano, 30 foram em pessoas que não tinham histórico vacinal ou que não haviam completado o esquema de vacinação. Isso demonstra a importância crítica da imunização para evitar a propagação do sarampo.
A SES-SP enfatiza que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal medida preventiva. A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todos os 645 municípios do estado de São Paulo pela rede do SUS.
Quem deve se vacinar
A campanha de vacinação é voltada para diferentes faixas etárias:
- Crianças: A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: Devem receber duas doses, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
- Adultos de 30 a 59 anos: Devem ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta.
- Trabalhadores da saúde: Precisam ter duas doses, independente da idade.
A importância da dose zero
Uma estratégia adicional de prevenção é a aplicação da “dose zero” em crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Disponível nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, esta dose é recomendada principalmente para crianças que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
Mesmo após receber a dose zero, é fundamental que as crianças continuem o esquema de vacinação normal, com as doses aos 12 e 15 meses de idade.
O acompanhamento rigoroso e a adesão à vacinação são cruciais para conter a expansão do sarampo em São Paulo, protegendo assim a saúde pública e promovendo um ambiente mais seguro para todos.
