O setor de serviços registrou uma leve queda de 0,1% no volume de atividades entre julho e agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo, a atividade ainda se mantém 19,9% acima do nível que registrava antes da pandemia de Covid-19, ainda em fevereiro de 2020. Vale lembrar que em julho, o setor havia apresentado estabilidade e, em junho, um crescimento marginal de 0,1%. As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
Comparação Anual e Acumulados
Quando comparado a agosto do ano anterior, o setor de serviços apresentou uma expansão de 0,6%. Além disso, no acumulado dos primeiros oito meses de 2026, o crescimento foi de 1,7%. Já no total dos últimos 12 meses, o aumento ficou em 2,2%. Apesar da variação negativa no comparativo mensal recente, esses números mostram uma tendência de crescimento ao longo do ano.
Apesar do resultado positivo em longo prazo, o setor está 0,3% abaixo do maior patamar registrado na série histórica, que ocorreu em outubro de 2025. Isso demonstra que, embora o setor de serviços tenha superado a fase mais crítica provocada pela pandemia, ainda há desafios para retomar completamente seu potencial máximo observado anteriormente.
Desempenho por Segmento
Analisando os diferentes segmentos que compõem o setor de serviços, observa-se que apenas os serviços prestados às famílias obtiveram crescimento de 2,1% de julho para agosto. Outros segmentos, como os serviços de informação e comunicação, permaneceram inalterados no mesmo período.
Por outro lado, houve quedas nos segmentos de outros serviços (-1%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares, que também recuaram 0,2%. Esses dados ressaltam as diferenças de desempenho dentro do próprio setor, com alguns segmentos ainda enfrentando dificuldades de recuperação.
Turismo em Alta
O índice de atividades turísticas, calculado separadamente dos cinco principais segmentos do setor de serviços, registrou um aumento de 2,5% em agosto, em relação ao mês anterior. Este foi o segundo mês consecutivo de alta, acumulando ganhos de 5,5% durante esse período. Com isso, o turismo se encontra 12,4% acima do nível registrado antes da pandemia, mas ainda 1,1% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024.
Esses números positivos do turismo indicam um aquecimento na procura por atividades turísticas, que possuem grande potencial para alavancar economicamente cidades e regiões que dependem desse setor. Contudo, alcançar o pico histórico de 2024 ainda representa um desafio, exigindo estratégias eficazes de promoção do turismo e infraestrutura adequada para sustentar um crescimento sólido.
